quinta-feira, 23 de maio de 2024

DJ Claudinho Polary emite nota de repúdio

O universitário Diego Polary teria sido reconhecido por duas vítimas que sobreviveram ao ataque que vitimou o advogado Brunno Matos.

 

O locutor de rádio e DJ Claudinho Polary, pai de um dos suspeitos no caso da morte do advogado Brunno Matos, emitiu no início da tarde desta sexta-feira (17) uma nota de repúdio contra o que seria uma condenação prévia de seu filho. O universitário Diego Polary teria sido reconhecido por duas vítimas que sobreviveram ao ataque.

 

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 O locutor considera a citação de seu filho como um “linchamento injusto, cruel e irresponsável”. Ele cita ainda a entrevista do pai de Brunno Matos, Rubem Soares, a uma rádio da capital na qual contesta a versão de que o vigilante João Nascimento Gomes assumiu a autoria do assassinato.

 

Claudinho Polary nega que ele e sua família estejam de “malas prontas para fugir”, por não ter motivos para fazer isso.

 

Leia, a seguir, a íntegra da nota:     

 

NOTA DE REPÚDIO

 

Sou um homem da mídia, que trabalho com os meios de comunicação e deles, até agora, não fiz uso, mas sou obrigado, a partir de agora, a utilizá-los, pois estão usando de todos meios de comunicação e da mídia para promover uma condenação antecipada, um linchamento injusto, cruel e irresponsável contra meu filho.

Acompanhei ontem em uma rádio local a entrevista do senhor Rubens Soares, pai das vítimas Bruno e Alexandre, situação a qual eu e toda a minha família lamentamos profundamente. Entretanto, não posso aceitar que venham afirmar a público que eu, Claudinho Polary e meu filho, Diego, estamos de malas prontas para fugir. Isto não é verdade!

 

Primeiro porque eu e meu filho não temos motivos e, ainda que tivéssemos, não agiríamos dessa forma. Não somos covardes, nem mentirosos; segundo, tenho vida familiar, profissional e amizades construídas nesta cidade, bem como meu filho, que estuda, trabalha e possui domicílio fixo, e está, inclusive, prestes a se formar em curso superior; terceiro, como ficou evidenciado, meu filho, em nenhum momento, esquivou-se ou deixou de comparecer, inclusive fazendo-o voluntariamente, a todos os atos investigatórios em que foi solicitado, contribuindo para esclarecer os fatos e a busca da verdade; quarto, todos que conhecem meu filho, e inúmeras pessoas o conhecem por ser uma pessoa da mídia, sabem bem que ele é uma pessoa pacata, calma, tranquila, correta, que nunca se envolveu em nenhum tipo de confusão e nunca teve nenhum tipo de conduta desabonadora. Basta pesquisar e se informar sobre Diego, sobre quem é Diego no seu dia a dia, no seu trabalho, amizades e seus familiares.

 

Como restou apurado no Inquérito Policial, as provas obtidas durante toda a investigação deixam claro e inquestionável que Diego, em nenhum momento, participou ou sequer esteve presente na confusão e briga generalizada relatada pelas próprias vítimas em seus depoimentos, e, frise-se, não esteve presente em nenhum dos dois momentos em que ocorreram a briga, porque, como restou provado, as brigas generalizadas se deram em dois momentos distintos.

 

Não obstante, as acusações levianas e infundadas de que o vigia João foi coagido a assumir a culpa pelo crime é mais um dos inconsistentes argumentos, posto que o mesmo, quando do seu depoimento, não apenas estava acompanhado de advogado contratado por ele e seus familiares, bem como estava acompanhado também de seus familiares, e seu depoimento foi coerente com toda a investigação realizada e os fatos apurados pelo delegado Márcio Dominice.

 

A verdade é uma só e ela foi apurada. E, sejamos franco, nenhuma pessoa iria assumir um crime de tal gravidade e repercussão sabendo que poderá lhe levar à prisão por anos, caso não fosse ele o culpado.

 

Assim, como pai, que tenho sofrido com tantas calúnias, massacres e desrespeitos com relação à pessoa de meu filho, também não descansarei até cessar tais injustiças.

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