terça-feira, 16 de abril de 2024

Pobres continuam prioridade, diz Dilma

Confrontada com a questão posta frequentemente por adversários de que a campanha petista cria um ambiente de conflito social e divide o país ao contrapôr ricos e pobres, a candidata Dilma Rousseff levou 24 horas para responder de forma específica. E acabou por sustentar: sim, o PT governará prioritariamente para os pobres. “Um governo que não olhar para quem é mais pobre não está fazendo seu trabalho direito”.

Para isso, coletou dados da Fundação Getúlio Vargas e do IBGE para sustentar a tese de que durante os doze anos de governo petista houve uma modificação da estrutura de renda da população brasileira. Dilma garante que, no período, houve redução da parcela mais pobre da população e grande migração para a classe média.

Segundo seus dados, em 2002, 54% da população estava nas classes D e E, as de menor renda, e hoje, 73% estariam nas classe B e C – de poder aquisitivo médio e alto. “É isso que transformou o Brasil de forma pacífica e silenciosa, uma modificação na distribuição de renda que levou o país a ter um perfil diferenciado do que tinha” – afirmou.

Dilma sustenta que nos governos petistas “todos ganharam”, mas os pobres ganharam mais e ampliaram a classe média, que agora pressiona “legitimamente” por mais e melhores serviços públicos.

A estratégia do segundo turno, de comparar as gestões petistas e tucana, repete a adotada por Lula na campanha de 2005. Desgastado pelo escândalo do mensalão, que abalou profundamente sua popularidade, Lula declarou que desejava uma “eleição plebiscitária”, em que o povo avaliasse nas urnas os resultados de sua gestão. Desde domingo, Dilma propõe o mesmo tipo de comparação.

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