quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Polícia Civil trava luta para combater furtos de cabo de cobre

Operação da Políiia Civil na Ilhinha para coibir a prática de furtos de cabos de cobre

A Polícia Civil, através da SEIC / Superintendência Estadual de Investigação Criminal realizou uma batida em São Luís, no bairro da Ilhinha, na parte conhecida como Cracolândia; em mais uma ação visando combater a prática do furto de cabos de cobre, conhecidos como cabos “Bola” (desencapados), usados na telefonia, e que são furtados e revendidos em sucatas e recicladoras da cidade.

Como resultado da operação do Departamento de Defesa de Serviços Delegados – DDSD – comandada pelo Delegado Paulo Roberto Carvalho foram realizadas três prisões em flagrante de pessoas com posse de cabos furtados; mais 11 pessoas suspeitas foram conduzidas para investigação. A polícia conseguiu recuperar só nessa ação, cerca de 800 metros de cabos furtados.

“Os cabos mais visados e furtados são os cabos de cobre, voltados para telecom. Na sua grande maioria, feito por usuários de drogas que sobem nos postes até mesmo arriscando a vida para cortar os cabos e furtar esse material; para então revender em sucatas. Estamos fazendo um trabalho de conscientização nessas sucatas, para que não comprem produto ilegal, estimulando essa prática criminosa. E também realizamos diversas operações de busca em sucatas e recicladoras, com êxito na identificação desses materiais e autuando em flagrante esses receptadores de cabos furtados” explicou o Delegado.

Esse problema tem acontecido nas principais cidades e capitais do país, e não é um problema exclusivo de São Luís. E segundo o Delegado Paulo, a Polícia Civil está cada vez mais rigorosa nessas operações de busca, e atuando também em parceria com a Polícia Militar. O policial lembra que quem compra material furtado é quem mais estimula o crime:

“Se não há quem compre, diminui o interesse pelo furto. Mas estamos em alerta para coibir essas práticas que tanto prejudicam a população, em especial os usuários de serviços como TV a cabo, internet e telefonia, que são altamente prejudicados com esses furtos” disse ele.

Vale lembrar que, tanto o furto quanto a compra desses cabos, são crimes passíveis de detenção prisional. O crime de furto qualificado prevê uma pena de reclusão de 2 a 8 anos; e o de receptação (compra de material furtado) é mais severo, indo de 3 a 8 anos de prisão.

Uma das empresas vítimas dessas furtos é a operadora de telecom Maxx, que mesmo usando fibra óptica e não cobre na rede, acaba tendo como principal prejuízo não o furto em si, mas a tentativa do mesmo, que causa igual prejuízo, pois os cabos ficam lado a lado nos postes. E na tentativa de desencapar os mesmos para chegar à parte de cobre, nenhum material é poupado.

Além do prejuízo financeiro, ainda existe o prejuízo à reputação da empresa, pois esses furtos geram indisponibilidade de sinal dos serviços ofertados de telecom e internet. E esses problemas recorrentes levam à grande insatisfação dos clientes, e consequentemente, ao cancelamento de diversos contratos.

Para o Presidente da Maxx Augusto Diniz “os prejuízos causados pela indisponibilidade dos serviços que são essenciais como o de internet são ainda piores, pois são diversos e diferentes os tipos de transtornos passados pelos clientes que têm seu sinal interrompido por conta desses furtos”, disse ele.

Os cabos do tipo Bola (de cobre desencapados) são revendidos para sucatas e recicladoras da cidade, que também estão infringindo a lei com a prática de receptação.

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