quinta-feira, 30 de junho de 2022

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Principais cidades brasileiras perdem 45% da água com vazamentos, roubos e gatos

Em 90% das cidades a evolução das perdas foi nula ou menor que 10% entre 2011 e 2012

A média de perdas de água nas 100 maiores cidades brasileiras em 2012 foi de 39,43%. Os dados, revelados nesta quarta-feira (27), pelo Instituto Trata Brasil, levam em conta vazamentos, roubos, gatos, falta ou erros de medição e outras irregularidades.

Segundo o levantamento, 40 das maiores cidades brasileiras perderam mais de 45% da água, sendo que 11% dos municípios desperdiçaram mais de 60% e somente 27% perderam menos de 30%. Das 100 cidades analisadas, 62 tiveram perdas entre 30% e 60%.

O estudo tem como objetivo atualizar o ranking do saneamento básico, publicado desde 2009 com dados dos indicadores do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

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Entre os municípios com maiores desperdício no sistema de água aparecem algumas capitais, como Macapá (AP), Porto Velho (RO) Cuiabá (MT) e Recife (PE), com perdas de, respectivamente, 73,9%, 70,66%, 65,31% e 62,03%.

Por outro lado, as únicas quatro regiões com perdas menores do que 15%, foram Vitória da Conquista (-1,35%), Pelotas (4,48%), Florianópolis (5,66%) e Limeira (11,46%).

Em 90 das cidades a evolução foi nula ou menor que 10% nas perdas de água entre 2011 e 2012, o que, de acordo com o levantamento, significa que pouca importância tem sido dada a esse tema, mesmo nas maiores cidades do País.

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Segundo o estudo, os avanços nos serviços de água e esgotos, assim como na redução das perdas de água continuam lentos e caso continue no mesmo ritmo, não ocorrerá a tão sonhada universalização dos serviços em 20 anos.

Investimentos

Segundo o estudo, para que os serviços de saneamento sejam expandidos e modernizados é importante que uma parte relevante da arrecadação com os serviços seja reinvestida no sistema e entre os 100 municípios analisados, 57 investiram 20% ou menos do que arrecadaram.

As cidades que menos investiram foram Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Juazeiro do Norte, Montes Claros, Porto Velho, Pelotas, Maceió, São João de Meriti, Vitória da Conquista e Várzea Grande.

Por outro lado, os maiores investimentos ficaram por conta de Cuiabá, Boa Vista, Caucaia, Rio Branco, Mossoró, Blumenau, Petrolina, Vitória, Recife e Praia Grande.

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