sexta-feira, 12 de abril de 2024

Profissionais de saúde do Hospital do Servidor Estadual são reciclados para combate efetivo

No combate ao surto de Dengue que assola o país, profissionais de saúde do Hospital do Servidor Estadual (HSE-HSLZ) foram atualizados e reciclados em uma palestra proferida pelo médico infectologista Daniel Wagner de C. L. Santos.

A palestra “Dengue: perfil epidemiológico, diagnóstico e manejo da dengue”, teve como objetivo alinhar e alertar os profissionais para os riscos, sintomas e tratamento da doença em diferentes perfis de pacientes.

“Com o surto da doença em ascensão em todo o território nacional, a atualização dos profissionais de saúde torna-se fundamental para garantir um combate mais efetivo e uma resposta adequada às demandas geradas pela doença. Estamos sempre promovendo a reciclagem contínua do nosso time” destacou o Diretor Geral do HSE-HSLZ Plínio Tuzzolo.

Durante a apresentação, o médico infectologista abordou diversos aspectos cruciais relacionados à Dengue, destacando o perfil epidemiológico atual da doença, seus sintomas característicos e as estratégias de manejo mais eficazes.

O Dr. Daniel Santos iniciou falando sobre as 250 arboviroses (vírus transmitidos por artrópodes – mosquitos) existentes, sendo que 80 destas causam doenças em seres humanos. Dentre as mais prevalentes estão a Dengue, além de doenças como Chikungunya, Zika, Febre Amarela, Encefalite Japonesa e Vírus do Nilo Ocidental.

Sobre a Dengue, doença viral transmitida principalmente pela picada do mosquito Aedes aegypti, tem sempre maior transmissão nos meses mais chuvosos do ano; apresentando maior risco de evolução desfavorável entre pacientes idosos e portadores de doenças crônicas (asma, bronquite, anemia falciforme, etc…).

“A Dengue apresenta-se em 2 fases distintas: A primeira fase que é a Febril, com duração de 2 a 7 dias; com sintomas como febre alta (39, 40 graus), dor de cabeça, náuseas, vômitos, diarreia,fadiga e perda de apetite. A segunda é a Fase Crítica, que pode acontecer a partir do terceiro dia da doença; quando há o aumento da permeabilidade vascular (processo fisiológico nos vasos sanguíneos), marcando o início da deterioração clínica do paciente e sua possível evolução para o choque por extravasamento plasmático” ressaltou o Dr. Daniel.

Entre os principais sinais de alarme da Dengue, que devem observados e monitorados estão: Dor abdominal intensa; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos; sangramento de mucosas; fadiga, hipotensão postural ou lipotimia. Em casos mais graves, a Dengue pode evoluir para complicações sérias e até provocar a disfunção de órgãos como coração, fígado e cérebro; sendo que a Dengue Hemorrágica, pode levar à morte se não for tratada adequadamente.

O infectologista do HSE-HSLZ reforçou quais exames devem ser solicitados na detecção da Dengue: Hemograma completo; Proteína C Reativa; Creatinina, Ureia, Sódio, Potássio, TGO e TGP, Bilirrubina total e frações; Glicemia; DHL; CPK; Albumina e Coagulograma. Em casos de internações, também devem ser realizados exames de Raio X de Tórax e Ultrassonografia do Adbômen.

Para o tratamento eficaz da Dengue, o médico ressaltou a importância da hidratação adequada, repouso e monitoramento dos sintomas. Além disso, ele enfatizou a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento médico regular para evitar complicações graves.

A palestra no HSE não apenas forneceu informações valiosas sobre a Dengue, mas também promoveu a troca de experiências e o fortalecimento da rede de profissionais de saúde, essenciais no combate a essa enfermidade que continua a desafiar o sistema de saúde do país.

– Publicidade –

Outros destaques