sábado, 4 de fevereiro de 2023

Relatório da ONU diz que 5% da população entre 15 a 64 anos usa drogas ilícitas

Cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos, o que corresponde a uma média de 243 milhões de pessoas, usa drogas ilícitas segundo dados divulgados pelo Relatório Mundial sobre Drogas da ONU (Organização das Nações Unidas).

 

O estudo indica, no entanto, que o consumo permanece estável, aumentando proporcionalmente com o crescimento da população. A divulgação do relatório foi feita em Viena (Áustria) na última quinta-feira (23), concomitantemente com o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e Tráfico Ilícito.

 

O defensor público do Estado da Bahia, professor Daniel Nicory ministrou uma palestra na Sede da Escola Superior da Defensoria Estadual (Esdep), na manhã desta sexta-feira (24), sobre o trato com usuários de drogas. Noções de como fazer para identificá-los e  diferenciá-los dos traficantes foram abordados no local. Daniel Nicory,  o palestrante, possui graduação em Direito e mestrado em Direito pela Universidade Federal da Bahia. É ex-diretor da Escola Superior da Defensoria Pública da Bahia. Professor da Faculdade Baiana de Direito e Gestão e do Curso de Especialização em Direito Penal e Processual Penal da Universidade Salvador (UNIFACS).

 

 

Elaborado pelo Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês), o relatório aponta também a existência de uma média de 27 milhões de usuários de drogas problemáticos (aqueles que consomem drogas regularmente ou os apresentam distúrbios ou dependência). Isso corresponde a cerca de 0,6% da população adulta mundial  ou 1 em cada 200 pessoas.

 

Os dados são de 2012 e foram fornecidos à entidade pelos países participantes do levantamento.

 

Outro dado preocupante, segundo o estudo, é que apenas um em seis usuários de drogas tem acesso ou recebe algum tipo de tratamento para dependência de drogas a cada ano. Em 2012, ocorreram 200 mil mortes relacionadas a drogas.

 

O secretário-geral da ONU chamou ainda a atenção da comunidade internacional para que intensifique o combate às droga, como forma de evitar o aumento da violência e o enfraquecimento de instituições essenciais do Estado.

 

O diretor-executivo do UNODC, Yury Fedotov, apontou ainda a necessidade de um foco maior na saúde e nos direitos humanos dos usuários de drogas, especialmente daqueles que fazem uso de drogas injetáveis e que vivem com HIV.

 

Em 2016, a ONU pretende levar o problema das drogas à pauta da Assembleia Geral.

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