quarta-feira, 22 de maio de 2024

Em dois anos, sete ocorrências de crimes contra igrejas em SL

No último domingo (19), a Igreja Menino Jesus de Praga, localizada na Rua Euclides Farias, na Cohama, foi alvo de uma ação criminosa muito ousada. Bandidos invadiram o templo sagrado durante a missa das 6h30 e levaram todo o dinheiro arrecadado pela paróquia, cerca de R$ 9 mil. Este tipo de crime mostra a vulnerabilidade das igrejas da região metropolitana de São Luís e a falta de respeito dos bandidos.

 

No momento da ação, fiéis ficaram completamente assustados. Os delinquentes levaram todo o dinheiro arrecadado para o fomento de projetos da capela, uma quantia avaliada em R$ 9 mil.

 

A polícia foi acionada e realizou buscas pela região, mas, até o momento, nenhum dos envolvidos foi preso.

 

Com este assalto, sobe para sete o número de registros de crimes contra igrejas e paróquias em apenas dois anos, sendo que em 2014 já foram três invasões.

 

Abril de 2012

 

No dia 23 de abril de 2012, os moradores da Vila São Luís, na Área Itaqui-Bacanga, tiveram uma grande surpresa ao passarem em frente a igreja católica do bairro. O prédio estava com as janelas abertas com sinais de arrombamento. Quando entraram na igreja, as pessoas depararam com o templo religioso todo revirado e perceberam que vários objetos haviam sido roubados.

 

O ex-coordenador da comunidade, Francisco Ribeiro, de 50 anos, informou que os assaltantes entraram pelo teto e após pegar os objetos de maior valor, arrombaram as janelas, por onde fugiram levando os frutos do crime.

 

Ainda segundo Ribeiro, os criminosos levaram microfones, a mesa de som, o cofre, além de paramentos religiosos que estavam no sacrário do templo. “Ninguém respeita mais nem as coisas de Deus. Estamos indignados com o que fizeram com nossa igreja. Aqui estava o trabalho de toda uma comunidade que faz tudo sem receber por isso. Apenas para o bem de todos que querem buscar a Deus”, relatou na época.

 

Francisco Ribeiro registrou Boletim de Ocorrência no 5º Distrito Policial do Anjo da Guarda, que investigará o caso.

 

Julho de 2013

 

Em julho do ano passado, duas pessoas foram detidas por suspeitas de arrombarem a Igreja do bairro Ipase. Cleiton de Sousa Oliveira, 34 anos, morador da Vila Lobão, e Tarcísio Roberto Silva Pacheco, 21 anos, residente no Ipase de Baixo, foram presos quando tentavam arrombar a Igreja São José Operário, localizada na Rua Amadeu Amaral, no Ipase, próximo à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). Com a dupla, foram apreendidos um alicate, uma chave inglesa, uma chave de fenda e uma faca.

 

A prisão dos dois arrombadores aconteceu durante mais uma etapa da Operação Tornado, realizada pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar na área do Ipase, Bequimão e adjacências.

 

Fevereiro de 2014

 

A igreja que é mais arrombada na capital é a do são Cristóvão. Somente neste ano, janeiro e fevereiro, bandidos invadiram a igreja por quatro vezes. O último crime foi em fevereiro, quando bandidos arrombaram a Paróquia de São Cristóvão,] e fugiram levando vários objetos de valor.

 

Segundo a coordenadora da paróquia, Lucinalda Amaral, os homens quebraram as janelas de vidro e arrombaram várias portas. Eles levaram microfones, mesa de som, cofres e até as batas dos padres. Esta foi quarta vez, em menos de dois meses, que de acordo com a coordenadora, a paróquia é arrombada. “Os bandidos já estão acostumados a levar equipamentos de som, microfones, dinheiro, roupas e outros objetos”, comentou no dia do acontecimento.

 

A Paróquia de São Cristóvão fica localizada na Avenida Guajajaras e existe há 47 anos. O local fica em frente ao 11º Distrito Policial. Além disso, existe uma câmera de videomonitoramento nas proximidades, e segundo Lucinalda Amaral, a polícia nunca deu uma resposta quanto aos constantes assaltos. “Já é a quarta vez que a Paróquia é arrombada, e a polícia não faz nada, já foram quatro Boletins de Ocorrência registrados, e sequer as imagens da câmera querem liberar para tentarmos identificar. O poder público precisa tomar uma providência. A falta de segurança é muito grande”, reclamou.

 

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