quinta-feira, 23 de maio de 2024

Temer nega abandono de aliança com Dilma

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que concorre à reeleição ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta segunda-feira (13) que “acredita na vitória de Dilma Rousseff e jamais cogitou outra hipótese”.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o vice-presidente respondeu às declarações do deputado federal reeleito Darcísio Perondi (PMDB-RS) que disse ao R7 na semana passada que Temer deixaria o governo Dilma “se pudesse”.

De acordo com sua assessoria, Temer “defende as posições adotadas na convenção partidária, ao contrário de dissidentes que desrespeitaram a convenção”.

“Portanto, Michel Temer se mantém fiel a essas determinações e continuará trabalhando por Dilma com vigor até o dia 26 de outubro”, afirmou a assessoria do vice-presidente.

Atualmente com 71 parlamentares, o PMDB terá 66 na próxima legislatura — será a segunda maior bancada, atrás apenas do PT, com 70 deputados. Em terceiro aparece o PSDB, com 54 eleitos.

A aliança entre PMDB e PT ficou mais abalada durante a campanha eleitoral porque uma parte dos parlamentares do partido já declarou apoio ao senador Aécio Neves (PSDB), que enfrenta Dilma e Temer no segundo turno.

Segundo Perondi, se fizer as contas “no lápis”, mais da metade dos deputados peemedebistas já apoia o tucano.

Durante sua convenção em junho, o PMDB decidiu manter a aliança com o PT durante a eleição presidencial, mas os diretórios estaduais ficaram liberados para articular suas alianças em nível regional.

O PMDB é o principal aliado do PT no Congresso. De olho em uma possível vitória do PSDB, lideranças do partido já se aproximam dos tucanos.

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