domingo, 2 de outubro de 2022

O bolsonarismo e a eleição no Maranhão

A comunicação alinhada ao Palácio dos Leões vem quebrando lanças para emplacar a narrativa de que a polarização nacional entre Lula e Bolsonaro decidirá a eleição majoritária no Maranhão.

Não há dúvidas de que a disputa nacional terá grande apelo em todos os Estados, isto é fato. Porém, aqui tem algumas particularidades que precisam ser levadas em consideração para mapearmos corretamente o tabuleiro eleitoral na nossa província.

Existem quatro candidatos a governador acima dos dois dígitos até agora e, por incrível que pareça, todos eles flertam diretamente com o bolsonarismo tendo políticos ligados umbilicalmente em suas fileiras; vejamos.

O Governador Carlos Brandão, que até pouco tempo estava filiado ao Republicanos, partido da base de apoio a Bolsonaro, tem ao seu lado André Fufuca, homem de confiança de Ciro Nogueira, atual ministro da Casa Civil, que vem votando a favor de todas as pautas propostas pelo executivo. Pedro Lucas, do União Brasil também vota a favor de todas as pautas do presidente; além disso, no staff do governo tem a secretária de Relações Institucionais Silvia Carla Ferreira, bolsonarista fiel, que inclusive emitiu uma nota oficial do Governo do Maranhão manifestando apoio a uma igreja que cometeu um ataque religioso contra um templo umbandista que impactou a sociedade.

O senador Weverton Rocha, por sua vez, recebeu recentemente apoio do senador Roberto Rocha, da prefeita bolsonarista Maura Jorge, além de ter retirado a assinatura da proposta da CPI do MEC.

O piauiense e ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim tem ao seu lado o deputado federal Aluísio Mendes, bolsonarista de carteirinha e amicíssimo do Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da república.

Já Edivaldo Holanda Jr. tem como mentor da sua campanha o deputado federal Edilázio Junior, outro deputado que sempre vota a favor das pautas do governo.

Portanto, se levarmos ao pé da letra, todos os principais candidatos ao governo estão diretamente ligados ao bolsonarismo e a tentativa insistente da comunicação aliada ao Palácio dos Leões de colocar o candidato Carlos Brandão fora desse campo é falsa e tem ares de hipocrisia ideológica com o claro objetivo de forçar uma polarização num cenário hipotético com o candidato que tem menor estrutura de campanha e pouca articulação política que é o piauiense Lahésio Bonfim.

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