quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Primeiro Festival da Farinha capacita produtores e estimula a produção dos derivados da mandiocultura

Com a intenção de manter a tradição, estimular a produção e valorizar as atividades agrícolas das famílias da zona rural de São Luís, com foco na mandiocultura, a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa) realiza o Primeiro Festival da Farinha de São Luís, de 19 a 31 de agosto.

Do dia 19 a 21 de agosto, a movimentação vai ser na Praça Vitória da Conquista, comunidade Coquilho 1, das 16h às 20h, neste momento 16 comunidades vão expor as farinhas d’água e seca e derivados da mandiocultura. Cada uma das comunidades apresentará, durante os três dias, produtos locais derivados da mandiocultura. Na ocasião acontecerá o concurso onde será escolhida a melhor farinha natural de São Luís.

Até o dia 31 de agosto, o Festival também vai ocupar mercados municipais de São Luís. São eles: Central, Tulhas, Bairro de Fátima, Macaúba, Monte Castelo, Anil, Cohab, João Paulo e Vila Palmeira. Nos mercados, os chefs de cozinha Rafael Bruno, Dolores Manzarra e Thanara Leão, que estão acompanhando todo processo do Festival, desde visitas às comunidades até a orientação técnica aos produtores, vão apresentar novas possibilidades de receitas com a farinha, por meio de aula show, como o pudim de mandioca, por exemplo, sempre às 10h.

“O Festival será uma vitrine para a produção dos polos de mandiocultura de São Luís, e o mais importante é que um profissional farinheiro irá classificar a farinha produzida e a classificação possibilitará o registro da farinha e a expansão de sua comercialização”, pontuou o secretário Liviomar Macatrão.

A programação do Festival, no Coquilho, conta ainda com atrações artisticas e brincadeira para a garotada, por meio de parcerias com a Semdel e Semed.

MANDIOCULTURA

Os polos de mandiocultura de São Luís produziram no ano de 2021, cerca de 522 toneladas de mandioca. Este ano, a previsão é de que a produção da mandiocultura chegue a 800 toneladas.

A raiz dá origem a diversos produtos, mas aqui no Maranhão, a farinha é sem dúvida o principal deles. A farinha está presente na vida e na mesa do maranhense e tem até aquela máxima de que “maranhense raiz não recusa farinha”. A produção de farinha de mandioca e seus derivados é a base econômica de algumas famílias que moram nas comunidades da zona rural de São Luís – Temos de 250 a 300 mandiocultores, mas nem todos produzem farinha.

Na zona rural de São Luís temos 10 casas de farinha e duas agroindústrias – uma instalada na Vila Conceição, região do Coquilho, que está em processo de requalificação e outra no cinturão verde. As casas de farinha estão instaladas em vários povoados, a exemplo de Laranjeira, Cabral Miranda, Cassaco, São Bruno, Arraial, Coquilho, Jacamim.

A produção mensal de farinha de puba é de 5 toneladas, mas com capacidade de produção de 10 toneladas mensal. O distrito que mais produz as raízes de mandioca e macaxeira são: São Bruno e Mato Grosso, região do Coquilho 1.

CAPACITAÇÃO

No pré-Festival a preocupação tambem foi com a capacitação dos produtores. A Semapa firmou uma série de parcerias para capacitar os produtores, a exemplo da EMBRAPA que realizou o curso de “Boas práticas de manejo de mandiocultura”, na Agroindústria de Farinha, na vila Conceição, no Coquilho1.

O Festival é um importante instrumento para promover o desenvolvimento socioeconômico das comunidades envolvidas, oportunizando também a venda dos produtos fabricados pelas comunidades.

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