sexta-feira, 27 de maio de 2022

G10 Editora

A FAJD e o combate ao câncer

Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no telegram
Compartilhar no linkedin

Nesta terça-feira, 4 de janeiro de 2022, a Fundação Antônio Jorge Dino inaugura mais dois aceleradores lineares, de um total de três aparelhos novos, completando o parque de expansão do serviço de Radioterapia do Hospital Aldenora Bello. Serão quatro, agora, para atender aos pacientes de câncer na unidade hospitalar da FAJD.

É um fato extraordinário numa longa história de luta, determinação, superação, esperanças, sacrifícios e conquistas.

Não foi, não é, nem será fácil. As novas estimativas de câncer só têm aumentado nos últimos anos. O câncer não dá trégua. A FAJD também não. A luta contra o câncer é o dia a dia da Fundação Antônio Jorge Dino.

Médico vocacionado para a profissão, Antônio Dino iniciou esse enfrentamento nos anos 60. Vice-Governador do Maranhão, assumiu a chefia do Governo com a renúncia de José Sarney, para candidatar-se ao Senado.

Dino presidia a Liga Maranhense de Combate ao Câncer, e sua esposa, Enide Moreira Lima Jorge Dino, a Liga Feminina de Combate ao Câncer.

No Governo anterior, Aldenora Bello, esposa do então governador Newton Bello, havia lançado a pedra fundamental para construção de um Hospital do Câncer.

Ao assumir a presidência da Liga, Antônio Dino encontrou o local ainda incipiente, com apenas três salas: uma de consultório médico, uma para as voluntárias e uma com um aparelho de Raio-X, à época, quebrado.

Iniciou, então, um trabalho de ampliação da área e das instalações para uma unidade hospitalar. Começou com um Pavilhão de Cobaltoterapia e a aquisição de uma bomba de cobalto. Em seguida, partiu para a sala de cirurgia e outras dependências e recursos necessários para a efetiva prestação de serviços médicos de combate ao câncer.

Em18 de julho de 1976 Antônio Dino faleceu. D. Enide, desde então, dedicou-se a essa luta. Com a união da Liga e da Rede, criou a Fundação Antônio Jorge Dino, em 10 de dezembro de 1976, e não parou mais.

Nunca foi fácil. Não apenas pelo poder destrutivo da doença, mas pelas dificuldades para montar e manter a estrutura física e a dotar de recursos tecnológicos e humanos necessários para esse embate.

Contudo, passo a passo, a Fundação Antônio Jorge Dino foi-se consolidando, apesar da desigualdade da luta. A demanda de portadores da doença crescendo sempre em proporção maior do que a capacidade de atendimento da Fundação.

Com centenas de pessoas na fila, a Fundação não dispunha de equipamentos em quantidade necessária para atender com a devida urgência aos pacientes locais. Ao longo dos anos como única unidade de combate ao câncer no Maranhão e, depois, como referência no tratamento do portador da doença, logo vieram pacientes do interior do Maranhão e até de outros estados.

Operando 24 horas por dia, o risco de esgotamento dos equipamentos era permanente.

Neste sentido são necessários a manutenção, a reposição e novos equipamentos para que o atendimento não sofra descontinuidade.

Como presidente da Fundação, D. Enide foi incansável na busca de recursos e ajuda não só para equipar o Hospital da Fundação, mas também para as Casas de Apoio, sem as quais o tratamento das pessoas carentes que vêm de outras cidades não teria continuidade assegurada.

A inauguração desta quarta-feira é mérito do ex-governador João Castelo, através de emenda parlamentar, e do desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, através de destinação de multa trabalhista. Viabilizaram, cada um, a aquisição dos dois novos aceleradores e equipamentos modernos para o atendimento na unidade hospitalar da FAJD. Recentemente foi inaugurado um equipamento semelhante, doado pelo Governo do Estado do Maranhão.

Assim, a Fundação começa o ano de 2022 dando nova esperança no seu tratamento aos portadores da doença.

Essa conquista, porém, não significa uma pausa para FAJD. Ao contrário. É o disparo para largada de novas conquistas, para se fortalecer porque o inimigo é cruel e covarde. Ataca sorrateiramente, sem avisar.

A FAJD está alerta. Sempre atenta. Fato esse público, notório, reconhecido pela comunidade, que, através de suas doações, dá suporte ao atendimento da Fundação às pessoas carentes.

Assim, a FAJD tem superado e contornado todas as dificuldades, graças, sobretudo, à liderança inconteste da presidente Enide Jorge Dino, do vice-presidente Antônio Dino Tavares, que se tem revelado um dirigente competente e comprometido com a luta iniciada por seu avô e mantida por sua avó, ao lado de quem iniciou seu aprendizado nesse trabalho incessante, correspondendo à confiança e à esperança nele depositadas.

Na retaguarda, atentos conselheiros curadores e fiscais, diretores igualmente competentes e funcionários dedicados, fazem parte dessa Instituição que tem prestado inestimáveis serviços na árdua tarefa de combater o câncer.

À vista de tais fatos, não é mera coincidência a escolha da data para essa inauguração. No exercício da presidência, Antônio Dino Tavares assim o fez para, com inquestionável apoio de todos os que fazem a Fundação, homenagear a presidente pela passagem de seu 94º aniversário.

Para D. Enide, com certeza, não haveria nenhum presente melhor do que poder entregar para a comunidade e aos pacientes de câncer tamanhos recursos para a luta à qual tem dedicado sua vida nas últimas cinco décadas.

A nós, que a admiramos pelo seu exemplo, só resta agradecer a Deus por lhe ter dado saúde, lucidez, discernimento, disposição e determinação para realizar e continuar realizando esse magnífico trabalho que a Fundação tem feito ao longo desses 45 anos de existência, em prol da saúde das vítimas de câncer.

– Publicidade –

Outras publicações