segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Dia Nacional de Prevenção á Obesidade

No Brasil, uma em cada cinco pessoas está com sobrepeso ou obesidade segundo dados do Ministério da Saúde. A projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que cerca de 2,3 bilhões de pessoas estejam acima do peso, sendo 700 milhões obesas, até 2025.

Além das doenças associadas à obesidade, como o diabetes e a hipertensão, também enfrentam um grave estigma social, a gordofobia! É um termo criado para indicar o preconceito de pessoas que julgam o excesso de peso e a obesidade como um fator que mereça seu desprezo.

Estudos apontam que adultos obesos, cerca de 19% a 42% sofrem com a discriminação. A taxa é maior principalmente entre as mulheres e naqueles em que o Índice de Massa Corporal (IMC) são maiores.

A nutricionista Nathalia Maria, evidencia que ” a obesidade é uma doença que afeta boa parte da população mesmo sem ter conhecimento do caso clínico, sendo regulado pelo IMC que estipula o peso ideal para a altura de cada paciente. Os problemas que vem como consequência são na maioria problemas cardíacos, cálculos renais, diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol alto e problemas com a baixa-estima esses fatores podem levar a morte de um paciente caso ele não procure ajuda de um nutricionista, e mude de hábitos.”

Obesidade

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Dentre os fatores que causam a obesidade estão os nutricionais, fisiológicos, genéticos, psiquiátricos e psicológicos, comportamentais e ambientais.

Para o diagnóstico em adultos, o parâmetro utilizado mais comumente é o do Índice de Massa Corporal (IMC). Consideram-se obesas as pessoas com IMC superior a 30. Já as que têm IMC entre 25 e 29,9 são e portadoras de sobrepeso.

A sociedade continua impondo um padrão de beleza: corpos esbeltos, sarados, barriga tanquinho. O que não estiver nesta definição, é dito como fora de padrão. Um padrão imposto, principalmente, pela indústria da moda ao longo dos anos.


Segundo estes padrões, a Natiele está inadequada, é o que dizem as más línguas. Muitas das vezes, a violência contra o corpo da pessoa não se dá através de palavras diretas, mas através de um olhar atravessado, de uma expressão facial que traga desconforto.

A atriz, bailarina e modelo Natiele Souzza conta como a obesidade já foi um problema na sua vida “a primeira vez que passei por tal constrangimento foi quando fui em uma loja comprar uma roupa e a vendedora começou a dizer que toda roupa que eu pegava não servia, e todas as cores ficariam feias, pois a cor que combinada com meu corpo era preto. E por várias vezes passei por situações de gordofobia dentro dos coletivos. E por todas essas situações eu tentei emagrecer a todo custo, me encaixar nesses padrões, mas depois de muito analisar percebi que quanto mais fazia isso mais machucava meu corpo, até que um dia resolvi me aceitar como sou e a partir daí comecei a incentivar outras mulheres a se amar como são.”

Superar a obesidade não é fácil. Existem muitos obstáculos a serem superados. Mas, se a pessoa botar isso como modo de vida, ela consegue, garante a nutricionista Nathalia.

– Publicidade –

Outros destaques